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Esboço de Apocalipse

Análise nº 27
A MENSAGEM: “Jesus, gloriosamente, triunfante”.
FRASE CHAVE: “Revelação de Jesus Cristo”.
UMA VISÃO GERAL
AUTOR
O apóstolo João.

LUGAR
Possivelmente na ilha de Patmos, na costa ocidental da Ásia Menor, aonde João foi desterrado " por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus ".

DATA
Indeterminada. De acordo com a opinião tradicional, perto do ano 96 a.C.

AUTORIDADE
Diz-se ser a revelação de Jesus, 1:1.

MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO
Estes têm sido extremamente variados e com freqüência imaginativos. Milhares de volumes têm sido escritos sobre este livro. Existem quatro escolas principais que tratam deste tema.

(1) A pretérita. Crê que as profecias de Apocalipse já se cumpriram.

(2) A futurista. Sustenta que o livro contém um prognóstico da história universal.

(3) A histórica. Vê os eventos do livro como descrições simbólicas da história da igreja, desde a época do Novo Testamento até o final dos tempos.

(4) A eclética, ou idealista. Firma-se nos princípios espirituais do livro e não dogmatiza sobre detalhes das visões mais misteriosas.

Esta escola crê que há três classes de passagens no Apocalipse: as que são mui claras em seu ensino espiritual; as que são misteriosas, mas que contêm elementos da verdade e são instrutivas; as que são tão ocultas que é inútil, com nosso conhecimento atual, dar-lhes interpretações finais.

É provável que algumas profecias contenham dois elementos, o próximo e o distante. O primeiro se refere especialmente a eventos durante a época de João ou pouco depois; o último trata de acontecimentos dos tempos vindouros.

PARTICULARIDADES

(1) O Apocalipse é o único livro da Bíblia que contém uma promessa especial aos leitores obedientes (1:3), e ao mesmo tempo pronuncia uma maldição sobre os que alterem seu conteúdo, 22:18-19.

(2) Sete é o número dominante do livro. Sete candeeiros, igrejas, selos, anjos, trombetas, tronos, taças, espíritos, estrelas, etc.; e sete "não mais".

(3) Os últimos capítulos de Apocalipse contêm um contraste assombroso com os primeiros capítulos de Gênesis. Gênesis fala da criação do sol, da entrada do pecado no mundo, da proclamação da maldição, do triunfo de Satanás, e da exclusão da "árvore da vida". Apocalipse fala de um lugar onde não haverá pecado nem maldição, onde Satanás será vencido, e onde haverá acesso à " árvore da vida ".

PLANO DE ESTUDO

Ainda que este livro tenha sido com freqüência passado por alto, devido a seu caráter misterioso, há muitos pontos de vista a partir dos quais pode-se estudá-lo proveitosamente, sem a necessidade de dar-lhe interpretação dogmática ou arbitrária. Se o livro está escrito em chave, não pretendemos haver encontrado um manual que lhe revele os mistérios.

Simplesmente sugerimos o tema seguinte como algo proveitoso.

TEMA SUGERIDO
O conflito moral e espiritual das épocas.

FIGURA CENTRAL
O Cordeiro, finalmente vitorioso sobre todos os poderes do mal. O Cordeiro é mencionado cerca de trinta vezes.

ACONTECIMENTOS DA ÉPOCA
Há muitos destes acontecimentos no livro; sugerimos dois, que devemos considerar no estudo das visões.

(1) O nascimento do filho varão, visto por muitos como a encarnação de Jesus Cristo, cap. 12.

(2) O toque da sétima trombeta (11:15), que anuncia sua vitória em todo o mundo.

SINOPSE

O livro pode ser dividido numa série de visões, algumas das quais são parcial ou totalmente veladas: outras são comparativamente claras em seus ensinos. Não é possível dizer sempre onde termina uma visão e começa outra, mas, por conveniência, elas podem ser estudadas sob vários números, de acordo com o ponto de vista de cada uma.

Cap. 1.

(1) Introdução e promessa aos leitores obedientes, vs. 1-3.

(2) Saudação de João e do Cristo glorificado, vs. 4-8.

VISÃO I.

(1) Do Cristo glorificado, 9-16.

(2) A ordem de escrever às sete igrejas, v. 19.

(3) A mensagem às igrejas, caps. 2-3.

Cap. 2.

(a) A Éfeso, a igreja reincidente, persistente no serviço, estrita na disciplina, mas esfriando-se em seu amor, vs. 1-7.

(b) A Esmirna, a igreja pobre, mas verdadeiramente rica, que enfrenta um período de perseguição, vs. 8-11.

(c) A Pérgamo, a igreja num ambiente perverso, firme mas infectada com heresia, vs. 12-17.

(d) A Tiatira, a igreja de boas obras, mas que tolerava uma falsa profetisa, vs. 18-29.

Cap. 3.

(e) A Sardes, a igreja moribunda, vs. 1-6.

(f) A Filadélfia, a igreja fraca, mas fiel, vs. 7-13.

(g) A Laodicéia, a igreja morna, satisfeita consigo mesma, que se orgulha da sua riqueza, mas que é miserável, pobre, cega e nua, vs. 14-22.

Pensamento saliente: promessas aos vencedores.

VISÃO II. Parcialmente velada.

Cap. 4.

(1) A visão de Deus no céu sobre seu trono, o Criador do Universo recebendo a adoração dos seres viventes e dos vinte e quatro anciãos, vs. 1-11.

Cap. 5.

(2) O Cordeiro abre o livro dos sete selos, o cântico novo, e a adoração universal do Cordeiro. Interpretação sugerida: somente Cristo pode descobrir os mistérios divinos mas profundos.

Cap. 6.

(3) A abertura dos seis selos, (velada), vs. 1-17. Tem havido muitas interpretações diferentes; não vale a pena juntar outra. Uma lição clara, vs. 9-11, é que os crentes são provados pela demora divina.

VISÃO III. Parcialmente velada.

Cap. 7. vs. 1-8, Pensamento sugerido: Deus protege seu povo escolhido.

VISÃO IV.

Cap. 7. Certezas reconfortantes.

(a) A multidão incontável dos redimidos, vs. 9-10.

(b) Os meios mediante os quais eles aparecem na presença de Deus, vs. 13-15.

(c) Suas atividades e seu gozo eterno, vs. 15-17.

VISÃO V. Parcialmente velada.

Cap. 8. Evento transcendental, a abertura do sétimo selo, causa silêncio no céu. v. 1.

Possível explicação. Toda a música e as vozes dos anjos silenciaram porque durante o período do sétimo selo Cristo devia sair para a sua missão na terra.

Isto não é mera imaginação. O fim do tempo evidentemente se aproximava, 10:6. Se esta interpretação é correta, em 8:1 nos encontramos na fonte exata do plano divino de salvação, e veremos que os eventos focalizam até o filho varão do capítulo.

Em 8:3-4, a idéia parece ser que as orações dos santos subiram a Deus pedindo a vinda do reino messiânico.

Cap. 9. Logo continua uma porção velada da visão, o toque das seis trombetas, caps. 8 e 9, que segundo parece, anuncia os juízos vindouros.

Caps. 10 e 11.

VISÃO VI. Parcialmente velada.
A única coisa clara é que os eventos parecem apontar a grande consumação pelo fato do anjo poderoso anunciar que não haveria mais demora. (10:5-7), mas que as boas novas referidas pelos profetas estão prestes a ser cumpridas.

Entre tantas opiniões diferentes, é temerário sugerir uma interpretação do livrinho do capítulo 10 e das duas testemunhas do capítulo 11. Já que estes precedem imediatamente a visão do nascimento do filho varão do capítulo 12, eles podem referir-se ao período profético anterior à vinda de Cristo.

Talvez os capítulos 12-20 contenham visões parcialmente veladas relacionadas com o grande conflito messiânico.

VISÃO VII.

Caps. 12 e 13. O grande evento da época, O nascimento do filho varão, Cristo, e a manifestação simultânea dos poderes satânicos organizados para destruí-lo.

A justificação deste ponto de vista é que durante a vida de Cristo na terra os poderes das trevas estavam em intensa atividade. Note a intenção de Herodes de destruir o menino Jesus, os numerosos casos de possessão satânica e a oposição maligna que resultou na crucificação de Cristo.

Não há aqui nenhuma interpretação detalhada dos mistérios, mas se chama a atenção para as armas espirituais com as quais seria ganha a vitória,vs. 12.11.

VISÃO VIII. Parcialmente velada.

Cap. 14, vs. 1-13. Sem nenhuma interpretação forçada, é possível olhar este capítulo como um resumo profético do conflito vindouro entre o Cordeiro e seus inimigos.

Se este ponto de vista é aceito, nos primeiros cinco versículos os cento e quarenta e quatro mil representariam os crentes sobresselentes da primeira dispensação; os versículos 6-7 se refeririam ao começo de uma atividade missionária em todo o mundo; os versículos 8-11 seriam anúncios preliminares da vitória final, e os versículos 12-13 se refeririam à bem-aventurança dos crentes mortos.

VISÃO IX. Parcialmente velada.

Cap. 14. A sega e a vindima, vs. 16-20.

VISÃO X. Parcialmente velada.

Cap. 15.

(1) Os primeiros vencedores e seu cântico, vs. 1-4.

(2) Os sete anjos e as taças de ouro, vs. 5-8.

Cap. 16. O derramamento das sete taças da ira, vs. 1-21.

VISÃO XI. Velada.

Caps. 17 e 18. A queda de Babilônia, a cidade prostituta, e dos inimigos do Cordeiro que a venceram.

VISÃO XII.

Cap. 19.

(1) O coro de aleluia no céu, celebrando a vitória espiritual, vs. 1-6.

(2) As bodas do Cordeiro, vs. 7-9.

VISÃO XIII.

(1) Cristo, o conquistador espiritual, sobre um cavalo branco, fere as nações com a espada do Espírito, 19:11-16.

(2) Parcialmente velada. Cristo vence a besta, o falso profeta e a seus aliados.

VISÃO XIV. Parcialmente velada.

Cap. 20.

(1) O aprisionamento de Satanás, vs. 1-3.

(2) A primeira ressurreição, vs. 4-6.

(3) Satanás é desamarrado; sua atividade maligna, vs. 7-9.

(4) A queda de Satanás, a besta e o falso profeta, v. 10.

(5) O juízo final, vs. 11-15.

VISÃO XV.

Caps. 21 e 22. Os novos céus e a nova terra. A cidade Santa, um tipo da Igreja, a esposa do Cordeiro.

Cap. 21. Suas características: Origem celestial, 21:2; radiante, v. 11; separada e protegida, v. 12; acessível, v. 13; alicerces firmes, v. 14; inabalável, v. 16; formosamente adornada, vs. 18-21; com um templo espiritual, v. 22; iluminada por Deus, vs. 23-25; glorificada, v. 26; livre de manchas, v. 27.

Cap. 22. O paraíso restaurado. Suas características distintivas: o rio da vida, v. 1; a árvore da vida, v. 2; sem maldição, v. 3; a visão beatífica da marca divina nos santos, v. 4; o dia eterno e o domínio dos santos, v. 5.

Os últimos ensinos: fiéis e verdadeiros, v. 6; ressaltam o iminente regresso do Senhor, v. 7; deve-se adorar somente a Deus, vs. 8-9; o caráter leva à permanência final, v. 11; a última promessa, v. 14; o último convite, v. 17; a última advertência, vs. 18-19.

Bênção e oração, v. 21.
UM LIVRO DIFÍCIL
Este é, declaradamente, o livro da Bíblia mais difícil de interpretar-se, e, por isso, embora haja uma promessa de bênção especial aos que o lêem (1:3), é bastante negligenciado. Não podemos deixar de admitir que, Satanás tem parte nessa negligência, porque o livro fala muito de sua queda final. Porque deixar à parte o livro, só porque é misterioso e difícil? Será que os cientistas deixam seus estudos e suas pesquisas de lado só porque são difíceis?
UM ESPLÊNDIDO FIM DA BÍBLIA
O livro encerra, de maneira esplêndida, a Biblioteca Divina. O Rev. Archibald Brown, mostra a balança admirável que existe entre o Gênesis e o Apocalipse. “No Gênesis, vejo a terra criada; no Apocalipse vejo a terra que passa. No Gênesis, o Sol e a Lua aparecem; no Apocalipse leio que não há necessidade deles. No Gênesis, há um jardim que é o lar do homem; no Apocalipse, há uma cidade que é o lar das nações. No Gênesis há o casamento do primeiro Adão; no Apocalipse há o casamento do segundo Adão. No Gênesis, temos a primeira e horrenda aparição daquele grande inimigo: Satanás; no Apocalipse, sua condenação final. No Gênesis, há a inauguração da tristeza e do sofrimento, ouvimos o primeiro soluço, vemos a primeira lágrima; no Apocalipse, não há mais tristeza nem dor, e toda a lágrima é enxugada. No Gênesis, ouvimos a murmuração da maldição que veio por causa do pecado; no Apocalipse, lemos que “não haverá mais maldição”. No Gênesis vemos o homem expulso do jardim e banido da árvore da vida; no Apocalipse, vemo-lo bem vindo e com a árvore da vida ao seu dispor”.
ESCLARECIMENTO
Para compreendermos bem este livro, muitos fatos dever ser anotados e retidos em nossa memória:
1)  Apresenta-se um quadro brilhante do Senhor Jesus, triunfante. A frase chave é “Revelação de Jesus Cristo”. O livro revela Jesus Cristo. Quem quer que seja que procure estudar o livro para saber o que ele diz a respeito de Jesus Cristo, encontrará uma revelação maravilhosa. Nada menos de 26 vezes encontramos o título sacrificial de Cristo, “O Cordeiro”. Está cheio dEle!
2)  Depois do capítulo 3, a Igreja nunca é representada na terra, neste livro. Entre os capítulos 3 e 4 ter-se-ia dado o arrebatamento da Igreja. Do capítulo 4 em diante, só se trata da terrível tribulação e das últimas coisas.
A regra da repetição (observada em outros livros e, notadamente, no Gênesis), deve ser considerada. Após assistirmos um grande desfile de algum grande acontecimento nacional, ao voltar para casa, temos por hábito contar aos nossos tudo aquilo que vimos. Após o relato, repetimos, uma vez ou outra, alguma parte mais interessante, a fim de fixar particularidades importantes. Esta é a regra da repetição. E é justamente isto que João faz. Depois de relatar o princípio dos juízos na terra e a vitória final do Senhor Jesus, nos caps. 4  11:18 (veja a divisão C na seção 1 da Análise), ele repete o assunto nos Caps. 11:19  cap. 16, e ainda nos capítulos 17  22. É de suma importância conhecer esta regra da repetição quando se lê e se estuda o Apocalipse.
ANÁLISE
O cap. 1:19, nos dá a tríplice divisão; a última tem três subdivisões.
(A) "AS COISAS QUE TENS VISTO"
1)      O Senhor Jesus como O GLORIFICADO  cap. 1
a)      Revelação e não Revelações
b)      De Jesus e não de João
c)      Bênçãos para os que lêem e ouvem (3)
d)      Radiante visão do Senhor Jesus
“Ele nos amou”, e bendito seja o Seu Nome, porque ainda nos ama.
(B) "AS COISAS QUE SÃO" 
1)      O Senhor Jesus, como A CABEÇA DA IGREJA  Cap. 23.
a)      A mensagem notável do Senhor Jesus às sete igrejas da Ásia
b)      São aplicáveis às igrejas de hoje.
Antes da visão do Pai, em 4:3, temos a visão e as palavras do Filho, em 1:3. Eu preciso conhecer o Filho antes de conhecer o Pai. Jesus é o Caminho pra Deus.
(3) "AS COISAS QUE IRÃO ACONTECER"
1)      O Senhor Jesus como O TRIUNFANTE
3.1) Cap. 4 – 11:18
a)      A cena se move na terra para o céu, ao Santuário do Altíssimo (4)
b)      O livro, no Cap. 5, não é o Livro da Vida, mas, o do Julgamento.
c)      O dia da tribulação começa com o abrir dos selos.(6)
d)      As pragas aumentam, em intensidade e severidade, nos capítulos que se sucedem.
e)      O cap. 7 deve ser considerado à luz dum parêntesis; uma observação aceitável para termos uma visão do Senhor preservando os Seus.
f)        No fim, vemos a vitória final e completa do Divino e sempre abençoado Senhor Jesus Cristo.

3.2) Cap. 11:19  16
a)      A divisão anterior focalizava mais os males seculares, tendo como ponto central o Trono; esta se ocupa mais com os males espirituais.
b)      Nas outras divisões, principiamos com Cristo como o Glorificado, aqui retrocedemos até o seu nascimento, vemos o ódio de Satanás contra Jesus, e suas tentativas para exterminá-lo.
c)      Vemos aumentar o progresso da terrível trindade do mal.
d)      Depois, a visão de Cristo como Vencedor, a derrota das forças aliadas do mal, e a queda da Babilônia.

3.3) Cap. 17  22
a)        Somos levados, novamente, às últimas coisas para obtermos mais particularidades:
·       a queda da Babilônia (17-18)
·       o advento de Cristo, o Vencedor, e as Bodas do Cordeiro (19)
·       a queda de Satanás, derrota, encarceramento e seu fim (20)
·       novos céus e nova terra (21)
·       cidade-jardim, e as últimas palavras de Jesus (22)
b)       Notar: há quatro males, e quatro Aleluias, todos no cap. 19. Há nove referências aos males e dez aos cânticos.


Carta à igreja em Tiatira 2:18-29

18) Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente:
19) Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.
20) Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos
21) e dei-lhe tempo para que se arrependesse e ela não quer arrepender-se da sua prostituição.
22) Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela
23) e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações e darei a cada um de vós segundo as suas obras.
24) Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei
25) mas o que tendes, retende-o até que eu venha.
26) Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações,
27) e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai
28) também lhe darei a estrela da manhã.
29) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito dia às igrejas.



Ap 2.18-29 – A Igreja de Tiatira - Phil Newton


Phil Newton é pastor da Igreja Batista Southwoods, em Memphis, Tennessee. Possui Mestrado em Divindade pelo New Orleans Baptist Theological Seminary e Doutorado em Ministério pelo Fuller Theological Seminary. Autor de vários artigos e livros teológicos, um deles publicado pela Editora Fiel, Pastoreando a Igreja de Deus: redescobrindo o modelo bíblico de presbitério na igreja.
Os temas das palestras foram:
· O Mundo na Igreja – Ap 2.18-29
· Morto ou Vivo – Ap 3.1-6
· Uma Porta Aberta – Ap 3.7-13
Em mais uma contribuição de Túlio Leite, segue abaixo a primeira palestra de Newton na Conferência Fiel de 2008.
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Ap 2.18-29 – A Igreja de Tiatira
Durante a guerra civil espanhola, um general que avançou sobre Madri com quatro colunas de soldados, enviou um alerta à cidade: “Eu tenho quatro colunas avançando sobre a cidade, mas tenho também uma quinta coluna dentro da cidade [espiões, sabotadores, franco-atiradores], pronta para agir a uma ordem minha”. Desde então o termo quinta-coluna designa aquelas pessoas que podem viver ao nosso lado, mas que não comungam do mesmo ideal e trabalham para destruí-lo. Pessoas que aparentemente são leais, mas de fato não são.
Jesus afirma que era exatamente isso o que estava acontecendo na igreja de Tiatira. Ela estava sendo ameaçada de dentro para fora. Isso pode acontecer a qualquer igreja, pode acontecer na sua igreja. Não estou afirmando que haja uma conspiração em curso. Também não estou dizendo que os quinta-colunas estejam conscientes de que o são. Mas pode ser que haja gente na igreja que não comungam dos nossos princípios bíblicos.
Quinta-colunista pode ser o pastor que transforma o culto de adoração em uma sessão de entretenimento; pode ser o professor de escola dominical que trata questões morais com elasticidade; pode ser o membro que fofoca contra a liderança ou faz oposição velada ou aberta às doutrinas da graça.
É por isso que Paulo instruiu aos presbíteros da igreja de Éfeso (e por extensão a todos os que lêem suas instruções): “Cuidem [estejam atentos] de si mesmos e da igreja”. Mais adiante Paulo diz a razão: eu sei “que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si” – eis os quinta-colunas!
Apesar de ser a menos importante das sete cidades, Tiatira é objeto da mais longa das cartas ditadas por Jesus. Lídia, a vendedora de púrpura é originária desta cidade. Os vendedores de púrpura pertenciam a um dos vários “sindicatos” de Tiatira, cada um deles tinha uma divindade “padroeira”. Animais eram ofertados a essas divindades em festas regadas a muito vinho e imoralidade. Quem não participasse corria o risco de ser posto de lado e ter os negócios arruinados.
Jesus inicia sua carta elogiando a igreja (v. 19). Que igreja não gostaria de ouvir esses elogios do Senhor? Cada uma de suas palavras tem um significado especial.
Amor: trata-se de amor sacrificial. Aqueles cristãos cuidavam com zelo uns dos outros.
Fé: eles tinham a compreensão correta do que significava ser cristão.
Paciência: eles eram perseverantes em face da tribulação.
Obras: eles estavam fazendo progresso, não havia acomodação.
Vemos então que muitas coisas boas estavam acontecendo naquela igreja!
E quando isso acontece, qual é a tendência da liderança? É relaxar na vigilância. É nos tornarmos complacentes. Passamos a agir como o comandante do avião que liga o piloto automático.
Mas é justamente nessas ocasiões que a quinta-coluna começa a agir. Eles são como a mosca morta no perfume, descritas em Eclesiastes [Ec 10.1]. As moscas mortas fazem com que o ungüento do perfumista emita mau cheiro; assim um pouco de estultícia pesa mais do que a sabedoria e a honra. É mais fácil destruir algo bom do que criar algo bom.
Tiatira, vocês tem moscas mortas no perfume! Essas coisas boas que vocês têm estão sendo destruídas pela “mosca morta”. O v. 18 é a única ocasião no Apocalipse onde Jesus é apresentado com a expressão “o Filho de Deus”. E Ele tem um olhar penetrante, olhar que faltou à liderança da igreja de Tiatira. Repare que o problema era semelhante ao existente na igreja de Éfeso (v. 6, 15), porém esta agiu de forma diferente.
Talvez o problema tenha começado com pessoas que diziam: “Temos que ser um pouco pragmáticos se quisermos ser relevantes na sociedade. Precisamos nos integrar à sociedade, precisamos ser aceitos se quisermos ganhar pessoas para Jesus”. E integrar-se significa participar dos sindicatos e das festas dos ídolos. Talvez esse fosse o argumento de “Jezabel”.
Jezabel é um nome simbólico que nos remete ao caráter da mulher do rei Acabe, a fenícia responsável pela introdução em Israel do culto a Baal e a Astarote. Essa Jezabel de Tiatira se autodenominava profetiza (v. 20) e encontrou espaço para difundir o seu falso ensino na igreja. Mas não é surpreendente encontrarmos essa tolerância ao falso ensino naquela igreja, em face aos elogios do v. 19? Não é o caso de dizer que a liderança concordava com Jezabel. Certamente eles odiavam aquele ensino. Provavelmente estivessem surpresos e indignados. Talvez dissessem: “Como é possível isso acontecer em nossa igreja?! Como essa mulher tem a audácia de dizer tais coisas? Como pode irmãos acreditarem nela?” Porém aqueles homens não tomaram nenhuma medida para estabelecer a verdade e impedi-la de ensinar.
Será que você tem o conhecimento de ensino errado sendo proferido em sua igreja e não faz nada, esperando que ele simplesmente desapareça com o tempo?
Evidentemente devemos ser tolerantes com irmãos que vêm de igrejas onde a teologia bíblica é deficiente, mas Jesus é absolutamente intolerante quando doutrina falsa é ensinada. Porém, em Tiatira não só a liderança, como também a membresia não reagiram à heresia. Jezabel não estava seduzindo as pessoas do mundo, mas “os meus” (v. 20). O alvo eram as pessoas que pertenciam a Cristo. O adversário está continuamente semeando sementes de destruição. Não é permitido à liderança da igreja o relaxar na vigilância. Se há alguma fragilidade no ensino em qualquer parte da igreja, em qualquer classe da Escola Dominical, devemos nos manifestar. Isso é desagradável? Sim, mas é o ônus do ministério.
O v. 21 mostra que a paciência de Jesus estava chegando ao fim. Ele havia dado tempo, mas Jezabel não se arrependia e a igreja não agia.
E o v. 22 inicia com a expressão “eis que”, isto é: “Acordem! Chegou a hora do Senhor da Igreja agir, trazendo disciplina para os que são dele e juízo para os que não são”. Muitos têm dificuldade quando se trata de exercer disciplina na igreja. Mas veja Jesus agindo nos v. 22 e 23 [cf. com Hb 12.11].
Mas no v. 24 Jesus afirma: “Outra carga não jogarei sobre vós”. Ele não estava colocando nenhum peso legalista sobre os ombros da igreja. Ele tão somente estava mostrando que desejava que eles vivessem como cristãos no mundo.
E no v. 25 Jesus conclui: “Conservem o que vocês têm”. Às vezes os pastores têm a tendência de chegar na igreja com “coisinhas novas”. Coisas que estão na moda por aí – quem sabe elas não farão a igreja crescer? Mas Jesus diz: Conserve, não jogue fora as coisas boas que vocês têm. Sejam fiéis.

Esboço das Palestras da Conferência Fiel (3)

Apocalipse

Autor: Apóstolo João
Data: Cerca de 79—95 dC



Esboço
é um dos muitos que surgiram no período de perseguição judaica e cristã


Características no estilo de todo livro apocalíptico:
(1)uma visão de Deus, não realidade, mas um artifício deste tipo de literatura
(2)prediz que a vitória virá no futuro, sobre todos os injustiçados no presente
(3)símbolos em números, objetos, animais, pessoas, circunstâncias e etc.
(4)grande dramatização, chega a grandes exageros, objetiva enfatizar o recado
(5)imitação de outros livros escritos anteriormente, seguindo os mesmos roteiros
(6)os autores escrevem em nome de grandes vultos reconhecidos e respeitados
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O conteúdo do livro...
introdução e saudação..........................................1:1-8
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O Cordeiro e as Igrejas compostas por salvos e ímpios..........................2:1-3:22
.....Carta à igreja em Éfeso........................................................................... 2:1-7 
.....Carta à igreja em Esmirna....................................................................... 2:8-11 
.....Carta à igreja em Pérgamo..................................................................... 2:12-17
.....Carta à igreja em Sardes........................................................................ 3:1-6 
.....Carta à igreja em Filadelfia..................................................................... 3:7-13 
.....Carta à igreja em Laodicéia.................................................................... 3:14-22 
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O Cordeiro e o livro selado, diante do trono de Deus.............................4:1-5:14
.
O Cordeiro abre o livro com o nome de todos os salvos........................6:1-16:21
.....abre os seis primeiros selos do livro (desgraças aos homens).......6:1-7:17
.....abre último selo, trombetas e taças (catástrofes aos homens).......8:1-16-21
..... .....seis trombetas são tocadas, as duas testemunhas.................8:1-11-14
..... .....última trombeta é tocada com 4 episódios...........................11:15-16:21
..... ..... .....guerras espirituais na Terra e no Céu..........................12:1-18
..... ..... .....surgimento das duas bestas (mar e terra)....................13:1-18
..... ..... .....várias proclamações são feitas na Terra......................14:1-20
..... ..... .....o derramar das taças da ira de Deus, fim de tudo.......15:1-16:21
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O Cordeiro e as Quatro ùltimas coisas sobre a Terra..............................17:1-22:21
.....Babilônia, a cidade da Besta é destruída com seus aliados............17:1-18:24
.....a volta de Jesus Cristo, Armagedor, esmaga o antiCristo..............19:1-21
.....Milênio, Diabo preso, salvos reinam, ímpios são vencidos...........20:1-15
.....o Reino eterno do Senhor, descrição das delícias aos justos.........21:1-22:5
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Palavra final do escritor, aos leitores
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Maneiras de interpretar o livro e sua mensagem
(1)90% já aconteceu na época, hoje nos serve como cartas de Paulo, como Gálatas.
(2)10% já aconteceu, e tudo mais está para acontecer na vida da igreja de Jesus
(3)sempre tem acontecido em todas as épocas de perseguição ao evangelho
(4)sempre tem acontecido, pois o bem está sempre sofrendo com o mal
(5)é um relato prevendo tudo que tem acontecido na história da Igreja de Jesus









Outro Esboço1




Autor
O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1.1,4,9; 22.8). Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João.
Antecedentes e Data
As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos, que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma, em Julho de 64 dC, e continuou até seu suicídio, em junho de 68 dC. Segundo esta visão, portanto, o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC, e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos, que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes. Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva, alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC), depois de João ter fugido para Éfeso.
Ocasião e Objetivo
Sob a inspiração do Espírito e do AT, João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1.3), perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos, confortando, desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa, junto com a garantia de que, em Cristo, eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22.17)
Conteúdo
A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19.6). Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro, que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17.14).
Entretanto, aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e, sendo assim, o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6.10-12). O dragão, frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade, e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável, desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12.17). A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13.1-10,13). A segunda, a religião anticristã, a filosofia, a ideologia (13.11-17). Juntos, eles forma a sociedade, comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora, a prostituta Babilônia (caps 17-18), composta daqueles que “habitam a terra”. Eles, portanto, possuem a “marca” do monstro, e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus.

Forma Literária
Depois do prefácio, o Ap começa (1.4-7) e termina em (22.21) como uma carta típica do NT. Embora contenha sete cartas para sete igrejas, está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2.7,11,17,29; 3.6,13,22), bem como a mensagem do livro inteiro (1.3; 22.16), a fim de que possam obedecer-lhe (1.3; 22.9). Dentro desta carta está “a profecia” (1.3; 10.11; 19.10; 22.6-7,10,18-19). De acordo com Paulo, “o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14.3). O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata, tendo em vista o futuro definitivo. Essa profecia não deveria ser selada (22.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações.
Método de Comunicação
João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu, muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. Entretanto, ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer. Por exemplo, Jesus nasceu no cap.12, é exaltado no cap.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap.1. A besta que ataca as duas testemunhas no cap.12 não é trazida à existência até o cap.13. João registra uma série de visões sucessivas, e não uma série de acontecimentos consecutivos.
o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos, elaborados, acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais. A palavra fala é prosa elevada, mais poética do que nossas traduções indicam. A música é semelhante a uma cantata. Repetidamente são introduzidos temas, mais tarde reintroduzidos, combinados com outros temas desenvolvidos.
Toda a mensagem é “notificada” (1.1). Há um segredo para a compreensão das visões, todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível. Por exemplo, o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante, mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados.

Cristo Revelado
Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap, que junto com uma série de títulos adicionais, nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente, do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado.
Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.5, o Ap afirma que o Filho de Deus, como Cordeiro, terminou completamente sua obra de redenção (1.5-6). Através de seu sangue, os pecadores foram perdoados, purificados (5.6,9; 7.14; 12.11) liberados (1.5) e fizeram reis e sacerdotes (1.6; 5.10). Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz; portanto, satanás foi derrotado (12.7-12) e preso (20.1-3). Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1.5; 2.27). Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17.14; 19.16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus, o Criador ( 5.12-14).
O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”, que não é um Messias político, mas um Cordeiro morto (5.5,6). “O Cordeiro” é seu título primário, utilizado vinte e oito vezes em Ap. Como aquele que conquistou, ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6.1-7.17). O Cordeiro está no trono (4.1-5.14; 22.3).
O Cordeiro, como “um semelhante ao Filho do Homem”, está sempre no meio de seu povo (1.9-3.22; 14.1), cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3.5; 21.27). Ele os conhece intimamente, e com um amor incomensuravelmente sagrado, ele cuida, protege, disciplina e os desafia. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17.14; 19.11-16; 21.1-22.5), bem como a “ceia das bodas” (19.7-9; 21.2) presente e futura. Ele habita neles (1.13), e eles habitam nele (21.22).
Como “um semelhante ao Filho do Homem”, ele também é o Senhor da colheita final (14.14-20). Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20.10), seus aliados (19.20; 20.14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20.12,15) - todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.10).
O cordeiro é o Deus que está chegando (1.7-8; 11.17; 22.7,20) para consumar seu plano eterno, para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22.2-5). O Cordeiro é a meta de toda a história (22.13)

O Espírito Santo em Ação
A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1.4; 3.1; 4.5; 5.6) é distinta no NT. O número sete é um número simbólico, qualitativo, comunicando a idéia de perfeição. Portanto, o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica, complexa. As “sete lâmpadas de fogo” (4.5) sugerem seu ministério iluminador, purificador e energizador. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1.4; 4.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai, Filho e ES. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais.
Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado, mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps.2-3). O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.
Portanto , o Espírito é o Espírito da profecia. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.10). As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1.10; 4.2; 21.10). O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1.1).
Toda profecia genuína exige uma resposta. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.17). Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”. Portanto, o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.