Mostrando postagens com marcador Eclesiastes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eclesiastes. Mostrar todas as postagens

Esboço de Eclesiastes

Análise nº 21
Palavra chave: "Debaixo do sol"
Mensagem: “A vida separada de Deus é cheia de cansaço e desapontamento”.
NOME: Emprestado da Septuaginta. Na Bíblia hebraica é chamado Kohelet. Embora o significado desta palavra seja incerto, tem sido traduzida em português como "pregador", ou alguém que dirige uma reunião.
CONTEÚDO:
O livro contém as reflexões e experiências de um filósofo cuja a mente estava em conflito sobre os problemas da vida.
Depois de falar das desilusões que havia tido, apresenta o enfoque do materialismo epicureu - que não há nada melhor que o gozo carnal dos prazeres da vida.
À medida que esta idéia aparece repetidamente através do livro, é evidente que o escritor lutava com ela, enquanto que ao mesmo tempo expressava verdades profundas acerca do dever e das obrigações do homem para com Deus.
Finalmente, parece sair de suas especulações e dúvidas até alcançar a conclusão nobre de 12:13: "Teme a Deus", e guarda os seus mandamentos, pois isto é todo o dever do homem.
SINOPSE:
·       (1) Introdução. Reflexões sobre a rotina monótona da vida, 1:1-11.
·       (2) A busca de satisfação e felicidade do homem natural.
o   (a) Não se encontra na aquisição de sabedoria, 1:12-18.
o   (b) Não se encontra no prazer mundano, 2:1-3.
o   (c) Não se encontra na arte ou na agricultura, 2:4-6.
o   (d) Não se encontra nas grandes possessões, 2:7-11.
·       (3) Conclusões.
o   (a) O sábio é superior ao insensato, 2:12-21.
o   (b) Do epicureu - não há nada melhor do que comer, beber e gozar a vida, 2:24-26.
Cap. 3. O ponto de vista do homem natural acerca da cansativa rotina da vida.
o   (a) Há um tempo para tudo, vs. 1-8.
o   (b) A conclusão do materialista, vs. 13-22.
Cap. 4. O estudo dos males sociais afasta da fé, vs. 1-15.
Conclusão: tudo é sem sentido e inútil, v. 16.
o   (a) Conselhos acerca dos deveres religiosos, vs. 1-7.
o   (b) A insignificância das riquezas, vs. 9-17.
o   (c) A conclusão é - comer, beber e gozar a vida, vs. 18-20.
Cap. 6. A falta de sentido de uma vida longa, vs. 3-12.
o   (a) Uma série de ditos sábios, vs. 1-24.
o   (b) Conclusões acerca da mulher má, vs. 25-28.
o   (a) Deveres civis, vs. 1-5.
o   (b) A incerteza da vida, vs. 6-8.
o   (c) A certeza do juízo divino, e as injustiças da vida, vs. 10-14.
o   (d) A conclusão epicuréia, v. 15.
o   (e) A obra de Deus e o homem, vs. 16-17.
o   (a) Coisas similares sucedem aos justos e aos maus; o túmulo é a meta da vida, o homem é uma criatura de circunstâncias. Conclusão epicuréia: Comamos e bebamos porque amanhã morreremos, vs. 1-9.
o   (b) A sabedoria é preeminente, ainda que às vezes não seja apreciada, vs. 13-18.
Cap. 10. Vários ditos sábios, o contraste entre a sabedoria e a insensatez, etc.
o   (a) Conselhos acerca da generosidade, vs. 1-6.
o   (b) Conselhos ao jovem, vs. 9-10.
Cap. 12. Uma descrição poética da velhice, vs. 1-7. As últimas palavras do pregador e a conclusão final acerca do dever primordial do homem, vs. 8-14.
O VALOR DE UMA CHAVE

1) Não é possível ler e compreender, com proveito, certos livros da Bíblia sem que, antes de tudo, se ache a chave do estudo. Talvez nenhuma outra porção das Sagradas Escrituras necessite tanto da chave para o estudo como Eclesiastes.

2) Admira-nos o fato do livro ter despertado o interesse dos ateus. Diz-se que Volney e Voltaire apelavam para ele em defesa de seu ceticismo filosófico. Ninguém pode ocultar as declarações contidas no livro, tão opostas aos sagrados ensinos bíblicos. Parecem aprovar coisas indignas dos cristãos. Ler: 1:152:243:3, 4, 11, 19 e 207:16 e 178:15.
INDISPENSÁVEL

Mesmo considerado contraditório e incompreensível, não o podemos dispensar, pois é, largamente, citado no Novo Testamento. Cap. 7:2 em Mat. 5:3,4Cap. 5:2 em Mat. 6:7Cap. 6:2 em Lucas 12:20Cap. 11:5 em João 3:8Cap. 12:14 em II Cor. 5:10Cap. 5:1 em I Tim. 3:15Cap. 5:6em I Cor. 11:10.
FATOS CIENTÍFICOS

Contém declarações sobre fenômenos científicos, rigorosamente certas. “Sendo tão maravilhosas essas afirmações, o estudante incauto corre o perigo de tomar a Bíblia em defesa de conhecimentos científicos. Fato curioso é o das afirmações de Salomão sobre a evaporação das águas e a formação de chuvas, coincidirem, perfeitamente, com as descobertas dos sábios de nossos dias a esse respeito. Alguns têm dito que a teoria de Redfield sobre as tempestades tem sua origem aqui. Sem penetrarmos em tal campo, perguntamos: quem ensinou a Salomão o emprego de termos que, claramente, exprimem fatos, e quem revelou a ele que o movimento dos ventos, tido por muitos sem lei, se rege por leis tão positivas como as que determinam o crescimento da planta; e ainda, que, por evaporação, as águas que caem sobre a terra, sobem novamente e tornam a descer de sorte que o mar nunca transborda? – cap. 12:6, é uma descrição poética da morte; como “cadeia de prata” descreve a espinha dorsal; o “copo de ouro” é a caixa craniana; o “cântaro” são os pulmões; a “roda” é o coração. Sem pretendermos afirmar que Salomão fosse inspirado a revelar algo positivo sobre a circulação do sangue, 26 séculos antes que Harvey a revelasse, veja-se a assombrosa linguagem que ele usa, e que evoca a figura duma roda puxando água através dum cano para despejar noutro”. (Dr. Pierson).
CARÁTER

1) Não há dúvida de que Salomão é o autor do livro, 1:1 e que é certamente, a autobiografia de sua vida dramática cheia de experiências difíceis desde que se desviou de Deus e apelou para recursos pessoais para alcançar a felicidade. Este livro originou-se no triste afastamento de Salomão.

2) Regenerou-se Salomão? Foi restaurado? Os últimos versos do livro parecem declarar, de maneira decisiva, que o foi.
PALAVRA CHAVE

1) É pródigo em palavras chave: “debaixo do sol”, encontra-se 29 vezes; “vaidade”, 37 vezes”: “debaixo do céu”, 3 vezes; “sobre a terra”, 7 vezes.

2) A verdadeira chave é: “debaixo do sol”. Tem sido chamado, com justiça, o “livro do homem natural”. É interessante que o título da Aliança, Jeová não é mencionado nenhuma vez. Este livro se refere, unicamente, ao homem em relação ao seu Criador. O livro é uma exposição da longa experiência humana, ressaltando os resultados de uma tentativa feita para viver sem Deus.

3) Mas, para o cristão, viver não é apenas existir “debaixo do sol”, mas “acima do sol”, “assentado, com Cristo, nos lugares celestiais”. E, aquilo que, “debaixo do sol” se diz impossível, o homem de Deus, “acima do sol”, conhece e afirma ser, gloriosamente, possível. “Debaixo do sol”, é a vida materialista e natural; “acima do sol” é a vida sobrenatural. O impossível ao homem, é possível a Deus. Ler: Isaías 40:4 e 42:16 – Lucas 3:5 e13:13 – Filip 2:15 e 1:9 – II Cor. 5:17 e Apoc. 21:5.

MENSAGEM

A mensagem do livro é que, separada de Deus, a vida de enche de enfado e desapontamento. Ainda bem que ao Eclesiastes segue Cantares de Salomão, um é complemento do outro. Em Eclesiastes aprendemos que sem Cristo não podemos ser felizes, mesmo que possuamos o mundo inteiro, o que é por demais pequeno para o coração. Nos Cantares de Salomão, o ensino é que se renunciarmos o mundo e concentrarmos toda a nossa afeição em Cristo, não poderemos sondar a infinita preciosidade e excelência do seu amor. O objeto, Cristo, é demasiadamente grande para o coração.
ANÁLISE

1) O problema – 1:1-3
Como satisfazer-se e viver feliz sem Deus?
2) A experiência – 1:4 – 12:12
Ele buscou satisfazer-se com:
a) Ciência, 1:4-11, mas colheu enfadonha monotonia.
b) Sabedoria e filosofia, 1:12-18, tudo sem nenhum proveito
c) Prazeres, 2:1-11, em alegria, 1 – em beber, 3 – em construir, 4 – em ter grandes possessões, 5-7 – em riquezas e música, 8 – tudo em vão.
d) Materialismo, 2:12-26, vivendo só para o presente.
e) Fatalismo, 3:1-15
f) Deísmo, 3:16 até o fim do cap. 4, aí tudo falhou.
g) Religião (sem Deus), 5:1-8
h) Riquezas, 5:9 até o fim do cap. 6, sem satisfação
i) Finalmente experimentou: Moralidade, 7:1 a 12:12. Aqui ele respira numa atmosfera mais pura. Eleva-se a um plano superior. Mas, nem a moralidade o satisfez.
3) Salomão surge aos nossos olhos, cada vez, como homem de ciência e de prazer; como fatalista e materialista; como céptico, epicurista e estóico, com poucos intervalos ardentes e brilhantes, até o fim do livro. Mas, no fecho da obra, ele se desliza de todas as vaidades enganosas e se firma, aos nossos olhos, como o mais nobre tipo humano: o arrependido e o crente.
Notar: “dever” está em grifo, isto é, “este é o homem íntegro”. Como que dizendo: fazendo isto serei o todo e não a metade de um homem, portanto, santo!
Somente Deus pode satisfazer. 

Eclesiastes 12.9-14

Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.

9) Além de ser sábio, o pregador também ensinou ao povo o conhecimento, meditando, e estudando, e pondo em ordem muitos provérbios.
10) Procurou o pregador achar palavras agradáveis, e escreveu com acerto discursos plenos de verdade.
11) As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados são as palavras coligidas dos mestres, as quais foram dadas pelo único pastor.
12) Além disso, filho meu, sê avisado. De fazer muitos livros não há fim e o muito estudar é enfado da carne.
13) Este é o fim do discurso tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos porque isto é todo o dever do homem.
14) Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.

Eclesiastes 12.8

Resumo das conclusões do Pregador

8) Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.

Eclesiastes 12.1-7

O segundo resumo: alegoria da velhice e morte

1) Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles
2) antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva
3) no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas,
4) e as portas da rua se fecharem quando for baixo o ruído da moedura, e nos levantarmos à voz das aves, e todas as filhas da música ficarem abatidas
5) como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e falhar o desejo porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça
6) antes que se rompa a cadeia de prata, ou se quebre o copo de ouro, ou se despedace o cântaro junto à fonte, ou se desfaça a roda junto à cisterna,
7) e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.

Eclesiastes 11.7-10

O primeiro resumo das conclusões: A mocidade deve preparar-se para a velhice e para a morte

7) Doce é a luz, e agradável é aos olhos ver o sol.
8) Se, pois, o homem viver muitos anos, regozije-se em todos eles contudo lembre-se dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.
9) Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo.
10) Afasta, pois, do teu coração o desgosto, remove da tua carne o mal porque a mocidade e a aurora da vida são vaidade.

Eclesiastes 11:1-6

Façamos o que é bom no tempo oportuno

1) Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.
2) Reparte com sete, e ainda até com oito porque não sabes que mal haverá sobre a terra.
3) Estando as nuvens cheias de chuva, derramam-na sobre a terra. Caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará.
4) Quem observa o vento, não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará.
5) Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.
6) Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retenhas a tua mão pois tu não sabes qual das duas prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão, igualmente boas.

Eclesiastes 10.1 - 20

A excelência da sabedoria

1) As moscas mortas fazem com que o ungüento do perfumista emita mau cheiro assim um pouco de estultícia pesa mais do que a sabedoria e a honra.
2) O coração do sábio o inclina para a direita, mas o coração do tolo o inclina para a esquerda.
3) E, até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe o entendimento, e ele diz a todos que é tolo.
4) Se levantar contra ti o espírito do governador, não deixes o teu lugar porque a deferência desfaz grandes ofensas.
5) Há um mal que vi debaixo do sol, semelhante a um erro que procede do governador:
6) a estultícia está posta em grande dignidade, e os ricos estão assentados em lugar humilde.
7) Tenho visto servos montados a cavalo, e príncipes andando a pé como servos.
8) Aquele que abrir uma cova, nela cairá e quem romper um muro, uma cobra o morderá.
9) Aquele que tira pedras é maltratado por elas, e o que racha lenha corre perigo nisso.
10) Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então se deve pôr mais força mas a sabedoria é proveitosa para dar prosperidade.
11) Se a cobra morder antes de estar encantada, não há vantagem no encantador.
12) As palavras da boca do sábio são cheias de graça, mas os lábios do tolo o devoram.
13) O princípio das palavras da sua boca é estultícia, e o fim do seu discurso é loucura perversa.
14) O tolo multiplica as palavras, todavia nenhum homem sabe o que há de ser e quem lhe poderá declarar o que será depois dele?
15) O trabalho do tolo o fatiga, de sorte que não sabe ir à cidade.
16) Ai de ti, ó terra, quando o teu rei é criança, e quando os teus príncipes banqueteiam de manhã!
17) Bem-aventurada tu, ó terra, quando o teu rei é filho de nobres, e quando os teus príncipes comem a tempo, para refazerem as forças, e não para bebedice!
18) Pela preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa tem goteiras.
19) Para rir é que se dá banquete, e o vinho alegra a vida e por tudo o dinheiro responde.
20) Nem ainda no teu pensamento amaldições o rei nem tampouco na tua recâmara amaldiçoes o rico porque as aves dos céus levarão a voz, e uma criatura alada dará notícia da palavra.

Eclesiastes 9.13-18

Inutilidade da natureza instável do homem (novamente)

13) Também vi este exemplo de sabedoria debaixo do sol, que me pareceu grande:
14) Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens e veio contra ela um grande rei, e a cercou e levantou contra ela grandes tranqueiras.
15) Ora, achou-se nela um sábio pobre, que livrou a cidade pela sua sabedoria contudo ninguém se lembrou mais daquele homem pobre.
16) Então disse eu: Melhor é a sabedoria do que a força todavia a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas.
17) As palavras dos sábios ouvidas em silêncio valem mais do que o clamor de quem governa entre os tolos.
18) Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra mas um só pecador faz grande dano ao bem.

Eclesiastes 8:16-9:12

Mistérios dos atos de Deus

16) Quando apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria, e a ver o trabalho que se faz sobre a terra (pois homens há que nem de dia nem de noite conseguem dar sono aos seus olhos),
17) então contemplei toda obra de Deus, e vi que o homem não pode compreender a obra que se faz debaixo do sol pois por mais que o homem trabalhe para a descobrir, não a achará embora o sábio queira conhecê-la, nem por isso a poderá compreender.
1) Deveras a tudo isto apliquei o meu coração, para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus se é amor ou se é ódio, não o sabe o homem tudo passa perante a sua face.
2) Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica assim ao bom como ao pecador ao que jura como ao que teme o juramento.
3) Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo. Também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade há desvarios no seu coração durante a sua vida, e depois se vão aos mortos.
4) Ora, para aquele que está na companhia dos vivos há esperança porque melhor é o cão vivo do que o leão morto.
5) Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento.
6) Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.
7) Vai, pois, come com alegria o teu pão .e bebe o teu vinho com coração contente pois há muito que Deus se agrada das tuas obras.
8) Sejam sempre alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.
9) Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã porque este é o teu quinhão nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol.
10) Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
11) Observei ainda e vi que debaixo do sol não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a peleja, nem tampouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor mas que a ocasião e a sorte ocorrem a todos.
12) Pois o homem não conhece a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando este lhes sobrevém de repente.

Eclesiastes 8:10-15

As desigualdades da vida

10) Vi também os ímpios sepultados, os que antes entravam e saíam do lugar santo e foram esquecidos na cidade onde haviam assim procedido também isso é vaidade.
11) Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal.
12) Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, contudo eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus, porque temem diante dele
13) ao ímpio, porém, não irá bem, e ele não prolongará os seus dias, que são como a sombra porque ele não teme diante de Deus.
14) Ainda há outra vaidade que se faz sobre a terra: há justos a quem sucede segundo as obras dos ímpios, e há ímpios a quem sucede segundo as obras dos justos. Eu disse que também isso é vaidade.
15) Exalto, pois, a alegria, porquanto o homem nenhuma coisa melhor tem debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se porque isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da sua vida que Deus lhe dá debaixo do sol.

Eclesiastes 8.2-9

A sabedoria na corte do rei.

2) Eu digo: Observa o mandamento do rei, e isso por causa do juramento a Deus.
3) Não te apresses a sair da presença dele nem persistas em alguma coisa má porque ele faz tudo o que lhe agrada.
4) Porque a palavra do rei é suprema e quem lhe dirá: que fazes?
5) Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal e o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.
6) Porque para todo propósito há tempo e juízo porquanto a miséria do homem pesa sobre ele.
7) Porque não sabe o que há de suceder pois quem lho dará a entender como há de ser?
8) Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter nem que tenha poder sobre o dia da morte nem há licença em tempo de guerra nem tampouco a impiedade livrará aquele que a ela está entregue.
9) Tudo isto tenho observado enquanto aplicava o meu coração a toda obra que se faz debaixo do sol tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem para o seu próprio dano.

Eclesiastes 7-23 - 8.1

Observações sábias variadas.

23) Tudo isto provei-o pela sabedoria e disse: Far-me-ei sábio porém a sabedoria ainda ficou longe de mim.
24) Longe está o que já se foi, e profundíssimo quem o poderá achar?
25) Eu me volvi, e apliquei o meu coração para saber, e inquirir, e buscar a sabedoria e a razão de tudo, e para conhecer que a impiedade é insensatez e que a estultícia é loucura.
26) E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são laços e redes, e cujas mãos são grilhões quem agradar a Deus escapará dela mas o pecador virá a ser preso por ela.
27) Vedes aqui, isto achei, diz o pregador, conferindo uma coisa com a outra para achar a causa
28) causa que ainda busco, mas não a achei um homem entre mil achei eu, mas uma mulher entre todas, essa não achei.
29) Eis que isto tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios.
1) Quem é como o sábio? e quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e com ela a dureza do seu rosto se transforma.

Eclesiastes 7.11-22

A sabedoria e as suas aplicações.

11) Tão boa é a sabedoria como a herança, e mesmo de mais proveito para os que vêem o sol.
12) Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro mas a excelência da sabedoria é que ela preserva a vida de quem a possui.
13) Considera as obras de Deus porque quem poderá endireitar o que ele fez torto?
14) No dia da prosperidade regozija-te, mas no dia da adversidade considera porque Deus fez tanto este como aquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.
15) Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.
16) Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio por que te destruirias a ti mesmo?
17) Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo por que morrerias antes do teu tempo?
18) Bom é que retenhas isso, e que também daquilo não retires a tua mão porque quem teme a Deus escapa de tudo isso.
19) A sabedoria fortalece ao sábio mais do que dez governadores que haja na cidade.
20) Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.
21) Não escutes a todas as palavras que se disserem, para que não venhas a ouvir o teu servo amaldiçoar-te
22) pois tu sabes também que muitas vezes tu amaldiçoaste a outros.

Eclesiastes 7.1-10

Provérbios moralizantes sobre vida e morte, bem e mal.

1) Melhor é o bom nome do que o melhor ungüento, e o dia da morte do que o dia do nascimento.
2) Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.
3) Melhor é a mágoa do que o riso, porque a tristeza do rosto torna melhor o coração.
4) O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria.
5) Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir alguém a canção dos tolos.
6) Pois qual o crepitar dos espinhos debaixo da panela, tal é o riso do tolo também isso é vaidade.
7) Verdadeiramente a opressão faz endoidecer até o sábio, e a peita corrompe o coração.
8) Melhor é o fim duma coisa do que o princípio melhor é o paciente do que o arrogante.
9) Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos.
10) Não digas: Por que razão foram os dias passados melhores do que estes porque não provém da sabedoria esta pergunta.

Eclesiastes 6.10-12

Inutilidade do determinismo da natureza.

10) Seja qualquer o que for, já há muito foi chamado pelo seu nome e sabe-se que é homem e ele não pode contender com o que é mais forte do que ele.
11) Visto que as muitas palavras aumentam a vaidade, que vantagem tira delas o homem?
12) Porque, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, durante os poucos dias da sua vida vã, os quais gasta como sombra? pois quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?

Eclesiastes 6.1-9

Inutilidade da futilidade de uma vida despojada.

1) Há um mal que tenho visto debaixo do sol, e que pesa muito sobre o homem:
2) um homem a quem Deus deu riquezas, bens e honra, de maneira que nada lhe falta de tudo quanto ele deseja, contudo Deus não lhe dá poder para daí comer, antes o estranho lho come também isso é vaidade e grande mal.
3) Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, de modo que os dias da sua vida sejam muitos, porém se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele
4) porquanto debalde veio, e em trevas se vai, e de trevas se cobre o seu nome
5) e ainda que nunca viu o sol, nem o conheceu, mais descanso tem do que o tal
6) e embora vivesse duas vezes mil anos, mas não gozasse o bem,-não vão todos para um mesmo lugar?
7) Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e contudo não se satisfaz o seu apetite.
8) Pois, que vantagem tem o sábio sobre o tolo? e que tem o pobre que sabe andar perante os vivos?
9) Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça também isso é vaidade, e desejo vão.

Eclesiastes 5.15-20

Inutilidade de deixar para trás, na morte, os produtos do trabalho

15) Como saiu do ventre de sua mãe, assim também se irá, nu como veio e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na mão.
16) Ora isso é um grave mal porque justamente como veio, assim há de ir e que proveito lhe vem de ter trabalhado para o vento,
17) e de haver passado todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, enfermidades e aborrecimento?
18) Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: alguém comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol, todos os dias da vida que Deus lhe deu pois esse é o seu quinhão.
19) E quanto ao homem a quem Deus deu riquezas e bens, e poder para desfrutá-los, receber o seu quinhão, e se regozijar no seu trabalho, isso é dom de Deus.
20) Pois não se lembrará muito dos dias da sua vida porque Deus lhe enche de alegria o coração.

Eclesiastes 5.8-14

Inutilidade de sistemas de valores materialistas.

8) Se vires em alguma província opressão de pobres, e a perversão violenta do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso. Pois quem está altamente colocado tem superior que o vigia e há mais altos ainda sobre eles.
9) O proveito da terra é para todos até o rei se serve do campo.
10) Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro nem o que ama a riqueza se fartará do ganho também isso é vaidade.
11) Quando se multiplicam os bens, multiplicam-se também os que comem e que proveito tem o seu dono senão o de vê-los com os seus olhos?
12) Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito mas a saciedade do rico não o deixa dormir.
13) Há um grave mal que vi debaixo do sol: riquezas foram guardadas por seu dono para o seu próprio dano
14) e as mesmas riquezas se perderam por qualquer má aventura e havendo algum filho nada fica na sua mão.

Eclesiastes 5.1-7

Inutilidade do fingimento numa religião formal.

1) Guarda o teu pé, quando fores à casa de Deus porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos pois não sabem que fazem mal.
2) Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma na presença de Deus porque Deus está no céu, e tu estás sobre a terra portanto sejam poucas as tuas palavras.
3) Porque, da multidão de trabalhos vêm os sonhos, e da multidão de palavras, a voz do tolo.
4) Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo porque não se agrada de tolos. O que votares, paga-o.
5) Melhor é que não votes do que votares e nao pagares.
6) Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, nem digas na presença do anjo que foi erro por que razão se iraria Deus contra a tua voz, e destruiria a obra das tuas mãos?
7) Porque na multidão dos sonhos há vaidades e muitas palavras mas tu teme a Deus.

Eclesiastes 4.13-16

Inutilidade de uma monarquia hereditária.

13) Melhor é o mancebo pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar,
14) embora tenha saído do cárcere para reinar, ou tenha nascido pobre no seu próprio reino.
15) Vi a todos os viventes que andavam debaixo do sol, e eles estavam com o mancebo, o sucessor, que havia de ficar no lugar do rei.
16) Todo o povo, à testa do qual se achava, era inumerável contudo os que lhe sucederam não se regozijarão a respeito dele. Na verdade também isso é vaidade e desejo vão.