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Esboço de Judas

Análise nº 26
TEXTO CHAVE: vs. 3-4.

INTRUDUÇÃO GERAL

AUTOR
Judas, irmão de Nosso Senhor e de Tiago (Mat. 13:55, Mar. 6:3) foi o autor desta carta.
Como Tiago, Judas não foi apóstolo, mas um discípulo. “Era homem simples, porém ardoroso e cheio de zelo profético”, contudo sob sua austeridade pulsava um coração amoroso e simpático – Notai a repetição da palavra “amados”, 3:17 e 20.
Os irmãos do Senhor não criam nele a princípio, João 7:5, mas depois da ressurreição se converteram em seus seguidores, Atos 1:14.
É possível que Judas, devido ao fato de não ter crido ao princípio, sentiu-se indigno de assinar a carta como irmão de Jesus. Assim, ao escrever a carta refere-se a si mesmo como um simples "servo", vs. 1.

PROPÓSITO PRINCIPAL

A carta foi evidentemente escrita antes de tudo para advertir a igreja contra os mestres imorais e as heresias alarmantes que estavam pondo em perigo a fé que os crentes possuíam.

SINOPSE

·       (1) Saudação, vs. 1-2.
·       (2) O motivo da carta é exortar acerca da defesa da fé, devido à invasão de mestres imorais e heréticos, vs. 3-4.
·       (3) Advertências acerca de como Deus tratou os pecadores no passado.
o   (a) O castigo de Israel por causa da sua incredulidade, v. 5.
o   (b) O destino dos anjos caídos e dos depravados habitantes de Sodoma, vs. 6-7.
·       (4) Descrição das características dos mestres ímpios, e o juízo que sobre eles se pronuncia, vs. 8-13.
·       (5) Referências a profecias:
o   (a) De Enoque, que predisse a condenação dos ímpios, vs. 14-16.
o   (b) Dos apóstolos, acerca dos escarnecedores dos últimos dias, vs. 17-19.
·       (6) Resumo dos deveres cristãos.
o   (a) Crescimento espiritual e oração, v. 20.
o   (b) Amor para com Deus e confiança em Cristo para a salvação eterna, v. 21.
o   (c) Bênção, vs. 24-25.

DESTINATÁRIO

1)  Devia ter sido escrita mais ou menos, no ano 69 A.D, visto que faz referência a profecia de II Pedro que, por sua vez, não foi escrita antes do ano 66 A.D. Seu irmão Tiago morrera como mártir, poucos anos antes de ter sido escrita.
2)  Não foi destinada a uma igreja ou a algum povo, em particular, mas, aos cristãos de toda parte, daí ser chamada de “Epístola Universal:”.

PROPÓSITO

1)  Pelo verso 3 deduz-se que, Judas, pretendia escrever um tratado sobre a salvação, quando, foi constrangido pelo Espírito a mudar o tema. Já, a esse tempo, a igreja primitiva corria grande risco, em face dos traidores dentro de si, e por causa de outros, que deliberadamente, haviam abandonado a fé, retendo, contudo, seus direitos de membros. Ele escreveu prevenindo a igreja e pondo-a de guarda.
2)  A epístola de Judas é uma das mais solenes da Bíblia. Descreve-nos a história da apostasia antes e até o fim dos tempos, referindo-se a anjos ambiciosos, a Caim e sua própria justiça, aos sodomitas depravados, a Israel rebelde, a Balaão avarento, a Coré presunçoso, e a apostasia nos seus dias e em nossos dias. Em tudo, três julgamentos sobre a maldade coletiva e três sobre a individual.
NOTAS
     É o único livro da Bíblia que lembra a disputa pelo corpo de Moisés (9) e a profecia de Enoque (14, 15)
      Três coisas eternas são mencionadas: a) a Vida (2); b) as prisões (6); c) o fogo (7).

ANÁLISE

Suas seis divisões são as seguintes:  
(1) A QUEM FOI ESCRITA?
Ao povo de Deus GUARDADOS POR DEUS PARA O SENHOR JESUS – vs. 1, 2
a)      “Conservados” ou “guardados” em Cristo Jesus.
b)      Escrita aos que são:
·        os chamados
·        os amados de Deus
·        conservados pela união com Cristo
·        “conservados” por Jesus Cristo, como um dom precioso, para ser apresentado a Cristo, por Deus, o Pai. 
(2) POR QUE FOI ESCRITA?
Para exortar o povo de Deus a lutar e GUARDAR A FÉ – vs. 3 e 4  
a)      O Espírito constrange a mudar o tema.
b)      “Salvação comum” não significa que é de pouco valor, mas, sim, que está ao alcance de todos.
c)      “Uma vez dada” significa que não há necessidade de recomendá-la novamente, pois é impossível aperfeiçoar o que é perfeito. 
(3) APOSTASIA NO PASSADO
Os que não guardam as veredas da verdade e não obedecem, são GUARDADOS PARA O JUÍZO – vs. 5-7
a)      Como solene aviso, recordam-se notáveis exemplos de apostasia, sobre os quais caíram os juízos severos de Deus, nesta vida, dando certeza do juízo futuro.
b)      Aqueles que “não guardaram” são guardados para juízo.
(4) UMA DESCRIÇÃO VÍVIDA DO CARÁTER DOS APÓSTATAS.
A desastrosa degeneração do caráter por NÃO GUARDAR A FÉ – vs. 8, 19
Abandonando a fé, segue-se uma terrível deterioração do caráter, como se demonstra aqui:
a)      Sensualidade (18, 19)
b)      Pensamentos corruptos (8,10)
c)      Incontinentes (8,16)
d)      Espírito zombeteiro (8,18)
e)      Palavras arrogantes (16)
f)        Aparentemente religiosos, falsos (12, 13, 19)
g)      Murmuradores (16)
(5) A NECESSIDADE DE CONSERVAR-SE NO AMOR E NA FÉ
O povo de Deus deve crer que está GUARDADO NO AMOR DE DEUS –vs. 20-23 
a)      É possível ser leal a verdade e faltar com o amor.
b)      Notai como proceder de nossa parte:
·        edificando (20)
·        orando (20)
·        conservando (21)
·        olhando (21)
·        compaixão (22)
·        salvando (23)
·        odiando (23)
(6) BELA E NOTÁVEL DOXOLOGIA
O povo de Deus GUARDADO DE TROPEÇAR. – vs. 24, 25 
a)      Aqui está uma belíssima e admirável doxologia.
b)      Como é glorioso saber que Ele é poderoso para nos guardar de tropeçar – tropeçar precede o cair.


Judas


Autor:
Judas
Data: Cerca de 65—80 dC





Esboço de Judas
Saudação 1-2


I. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19
Motivo para a advertência 3-4
Lembrete do antigo povo ímpio 5-7
Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19



II. Exortações por perseverança 20-23
Manter a fé 20-21
Resgatar os enganados 22-23

Doxologia 24-25




Outro Esboço1




Autor
O autor se identifica como Judas, “irmão de Tiago”, provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15.13; 21.18; Gl 1.19; 2.12). Mc 6.3 menciona Judas como um irmão do Senhor.
Data
As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe, ou se 2Pe é dependente de Judas, ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento, que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe, é provável que tenha sido antes de 65 dC. Se foi escrita depois de 2Pe, como muitos estudiosos acreditam, pode ter sido em 80 dC.
Antecedentes
Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. Como em 2Pe, esse falsos líderes são sensuais (vs 4,16,18), pervertem a verdade (4), e são destinados ao julgamento divino (14,15). Eles são chamados “adormecidos” no v.8 e são expostos por não ter o Espírito no v.19. A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7.22-23). Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. II.
Objetivo
A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes, ressaltando a preservação divina (vs 1,24).
Entretanto, os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. 20-23 por uma série de exortações práticas. O balanço da carta expõe, especialmente levando em conta as analogias do AT, a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade, os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.

Cristo Revelado
A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. Judas é servo de Cristo, que conserva o seu povo (1), embora os falsos mestres o neguem (4). Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna”(21).
O Espírito Santo em Ação
O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida, de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”, isto é, na doutrina apostólica (20). Isso se realiza através da oração “no ES” (20). Assim sendo, o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1,14). Em contrates, os falso mestre são desprovidos do Espírito (19), apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer.