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Esboço de 2Pedro

Análise nº 61
Palavra-chave: "Lembrança"
Mensagem: Como manter-se puro e leal nos dias de corrupção e apostasia.
INTRODUÇÃO GERAL
AUTOR: O apóstolo Pedro, 1:1.
DATA: Escrita provavelmente entre os anos 60-70 d.C.
TEMA CENTRAL: Uma advertência acerca dos falsos mestres e dos escarnecedores. Para combater a influência das falsas doutrinas, dá-se grande ênfase à Palavra de Deus e a certeza do cumprimento das promessas divinas.
PARALELO, entre 2 Timóteo e 2 Pedro.
Nestas cartas, cada um dos escritores faz referência à proximidade da morte. II Timóteo 4:6II Pedro 1:14.
Ambos os escritores predizem tempos perigosos para a igreja.
·       (a) O predomínio dos ensinos falsos, II Timóteo 3:134:3II Pedro 2:1.
·       (b) A corrupção geral da sociedade, II Timóteo 3:1-7II Pedro 2:10-22.
·       (c) A apostasia vindoura, II Timóteo 4:3-4II Pedro 2:2,20-22.
SINOPSE
Saudação, 1:1-2.
I. A vida espiritual.
·       (1) O chamado a ela, v. 3.
·       (2) Garantida por meio de promessas preciosas, v. 4.
·       (3) Sete passos essenciais em seu desenvolvimento e frutificação, vs. 5-8.
·       (4) Seu destino final, vs. 10-11.
·       (5) Uma lembrança de despedida, vs. 12-15.
·       (6) Uma experiência gloriosa, vs. 16-18.
·       (7) A origem divina das Escrituras e seu poder iluminador, vs. 19-21.
II. Os falsos mestres, seu caráter e suas doutrinas corruptas.
·       (1) Suas heresias e sua negação de Cristo, v. 1.
·       (2) Sua popularidade, influência perversa, avareza e hipocrisia, vs. 2-3.
·       (3) Os juízos implacáveis de Deus sobre os anjos que pecaram, sobre os antediluvianos, e sobre Sodoma e Gomorra são advertências aos ímpios, vs. 4-6.
·       (4) Os justos serão libertos, mas os injustos serão reservados para o juízo futuro, vs. 7-9.
·       (5) Descrição adicional dos mestres apóstatas, sua características, obra e destino.
o   (a) Sua sensualidade, presunção, arrogância e seus excessos, vs. 10-13.
o   (b) Sua perniciosa influência e apostasia, devidos à ganância, vs. 14-16.
o   (c) Sua vacuidade, instabilidade e destino futuro, v. 17.
o   (d) Suas palavras infladas, acompanhadas de uma vida sensual, prometem liberdade aos homens, mas os conduzem ao cativeiro da depravação, vs. 18-19.
o   (e) Sua apostasia e sua depravação total, vs. 20-22.
III. Predições acerca dos escarnecedores, da chegada do dia do Senhor, e uma exortação à firmeza.
·       (1) O propósito da carta, vs. 1-2.
·       (2) O argumento dos escarnecedores, vs. 3-4.
·       (3) A ignorância dos contestadores.
o   (a) Acerca das Escrituras do Antigo Testamento, vs. 5-6.
o   (b) Acerca da preservação do mundo presente para um juízo severo, v. 7.
·       (4) A explicação da demora divina.
o   (a) A duração de um dia de Deus, v. 8.
o   (b) A misericórdia divina aplaca o castigo, v. 9.
·       (5) A certeza da chegada do dia do Senhor, v. 10.
·       (6) A atitude e a esperança dos crentes, vs. 11-14.
·       (7) Recomendação acerca das cartas de Paulo e uma advertência contra a distorção das Escrituras, vs. 15-16.
·       (8) Exortação à firmeza e ao crescimento espiritual, vs. 17-18.

O AUTOR
Não há, no Novo Testamento, um livro que suscite tanta questão, como esta epístola, no que diz respeito ao seu autor.
Em geral, apresentam-se quatro objeções à autoria de Pedro, porém, essas objeções podem ser resolvidas de maneira satisfatória:
·       Desde o século terceiro, foram levantadas dúvidas quanto a Pedro ter escrito esta epístola. Resposta: Objeções concernentes a outros livros foram mantidas no século terceiro, mas, surgiram provas mostrando que tais objeções não tinham base.
·       Não podia ter sido escrita durante a vida de Pedro, pois, "todas" as epístolas de Paulo, ainda não haviam sido escritas. Veja 3:16.Resposta: Mas, com certeza, o sentido claro de 3:16 é "em todas as suas epístolas" então escritas.
·       O estilo e a linguagem são diferentes da I Pedro. Resposta: Muito naturalmente, o fato de ter sido escrita com um propósito diferente, explica isso.
·       capítulo 2 é, evidentemente, uma cópia de Judas e, certamente, ninguém acusaria Pedro de plagiar outro autor. Resposta: Pedro não copiou de Judas, nem Judas copiou de Pedro. Pedro no capítulo 2 profetisa (notar o tempo futuro em 2:1 "haverá"): Judas em sua epístola, nos versos 4, 12, 16, 19, mostra que na profecia de Pedro já se realizou (notar o tempo presente do verbo: "são").
Notar também, o seguinte:
·       o autor era apóstolo (3:2) e,
·       um dos três privilegiados que estiveram no Monte da Transfiguração (1:18), ainda,
·       tinha escrito uma epístola antes desta ao mesmo povo, (3:1);
·       portanto à luz de 1:1 é a única solução lógica.
CONTEÚDO
Esta carta contém referências a velhice de Pedro e sua próxima morte (1:14), e à sua experiência no Monte da Transfiguração (1:17, 18). Também e notável pela exposição das virtudes cristãs (1:5-8), os últimos dias (3:4-11) e o elogio às epístolas de Paulo (3:15).
PALAVRAS CHAVES
Quatro palavras são, com freqüência, encontradas nesta epístola e são características do livro:
·       Pedro que, tão bem, conhecia seu Senhor, fala muito do valor de tal conhecimento do Senhor (1:2,3,5,82:20,21 e 3:18)
·       Era enérgico, pensando sempre na diligência (1:5,10 e 3:14)
·       Tinha sofrido muito, outrora, por causa do seu esquecimento, agora é forte na lembrança (1:12,13,15 e 3:1,2). Tem muito a dizer sobrecorrupção e contaminação (1:42:12,19,20).
O PROPÓSITO
A segunda epístola de Pedro foi escrita com um propósito bem diferente da primeira. A primeira foi destinada para animar e fortalecer os cristãos sob as perseguições e provações; a segunda, porém, tinha por objetivo preveni-los contra os falsos mestres e suas doutrinas corrompidas. Isto é, porque nem uma só vez são mencionados os sofrimentos do Senhor, na sua segunda epístola. Na primeira, encontram-se inimigos; na segunda, a escuridão é mencionada e a necessidade de "Lâmpada da Verdade" (1:19). A primeira, foi escrita para consolar; a segunda, para advertir. Na primeira, há muito sobre o sofrimento; na segunda, temos muito sobre o erro.
(1) CORRUPÇÃO MORAL - Caps. 1:1-14 - Chave 1:4
Recurso: Natureza Divina
Salvaguarda: Lembrança, 1:12,13
·       Como se obtém a fé preciosa, 1
·       Como ter mais paz e graça, 2
·       Como receber "o que diz respeito à vida e a piedade", 3
·       Como escapar a corrupção moral, 4
·       Como evitar a cegueira espiritual, 5-9
·       Como não tropeçar, 10
·       Como conseguir, amplamente, entrada no Reino, 11
(2) CORRUPÇÃO DOUTRINAL - Cap. 1:15 até o fim do Cap. 2 - Chave 2:1,2
Recurso: As Escrituras, 1:16
Salvaguarda: Lembrança, 1:15
·       A fé cristã não é uma fábula, 1:16
·       Origem divina das Escrituras, 1:17-21
·       Falsos mestres, 2:1
·       Há muitos seguidores, 2:1
·       Seu julgamento severo, 2:3-9
·       Sua presunção, 2:10,11
·       Doutrina, corrompida produz costumes corrompidos, 2:12-22 
(3) FIRMEZA À VISTA DA CORRUPÇÃO - Cap. 3 - Chave 3:17
Recurso e Salvaguarda: Lembrança, 3:1,2
·       Até as mentes puras precisam de avivamento, 3:1
·       Fruto do ensino errôneo, é a rejeição das verdades acerca da segunda vinda de Cristo, 3:9
·       Certeza quanto ao Dia do Senhor, 3:10
·       O fruto da fé na Sua vinda é santificação do coração e da vida, 3:11-17
·       A importância do crescimento espiritual, 3:18


2Pedro

Autor: Pedro
Data: Cerca de 65—68 dC


Esboço de 2º Pedro
I. Saudação 1.1-2


II. A verdade doutrina contra a falsa 1.3-2.3
Busca de virtudes morais 1.3-11
Testamento de Pedro 1.12-15
Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.16-2.3


III. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.4-22
Destruição dos falsos mestres 2.4-10
Descrição dos falsos mestres 2.10-22
IV. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.1-18
Escarnecedores nos últimos dias 3.1-7
Crentes e o Dia do Senhor 3.8-18




Autor e Data
Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1.1,12-15).De acordo com a antiga tradição da igreja, Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero. Se a tradição é confiável, então sua morte ocorreu antes de 68 dC, quando Nero morreu.
Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1.1); ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1.16-18); ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3.1); e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro
Antecedentes
Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo, 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1.12-16; 3.1-2,15-16). Os mestres heréticos aparecerão (2.1-2) e, na verdade, já estão em cena (2.12-22). Eles negam o senhor, exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição. Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. Essas características se enquadram na heresia gnóstica, que se desenvolveu mais completamente no séc. II, mas cujas raízes foram fixadas no séc. I.
Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3.15), e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3.1, então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor.
Conteúdo
A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor, A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1.2-11; 3.14-18). O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1.2-3; 2.20). Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética. A base para tal conhecimento são as Escrituras, chamadas de “profecia” (1.19-21), e a doutrina apostólica (3.1-2,15-16).
O cap. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres. Aparentemente, em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2.20).
O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo, objeto de ataque de zombadores, e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.
Cristo Revelado
A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1.1-2. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1.17). O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus, à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1.2-3,8; 2.9,20; 3.18), que devem aguardar por sua volta (1.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1.1).
São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1.16-21; 3.1-2).
O Espírito Santo em Ação
A única referência direta ao ES está em 1.21, que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas, o que, por sua vez, desqualifica qualquer “interpretação privada” . Entretanto, o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1.2-8; 3.18)